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Empréstimo em FIDC: Como Funciona A Operação Financeira

Empréstimo em FIDC: Os Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs) são alternativas viáveis de captação de recursos para organizações de qualquer porte, da mesma forma que as empresas de fomento, ou seja, factoring, e instituições financeiras. Ou seja: podem ajudar e muito no crescimento de uma empresa.

Neste artigo, iremos mostrar como funciona um empréstimo através do FIDC, além de explicar um pouco mais a fundo o que significa. Continue lendo para saber mais.

Fundos de investimento

Fundo de investimento é uma maneira de investir que tem seu funcionamento na forma de um condomínio. O seu objetivo é realizar aplicações de recursos em ativos financeiros que tragam lucro ao seu investidor.

Além disso, ele precisa obter o melhor retorno financeiro que for possível para seus investidores, sempre respeitando os níveis de risco que são estabelecidos em seu regulamento e na política de investimentos.

Fundos de investimento funcionam através de cotas. Cada um dos investidores pode comprar uma quantidade delas. As cotas são remuneradas posteriormente, em conformidade com a rentabilidade da carteira do fundo.

O lucro vem dos empréstimospor isso é um fundo de investimento

Para que o objetivo seja alcançado, é muito comum se contratar especialistas em mercado financeiro, como administradores, custodiantes e gestores. Eles são remunerados de acordo com seus serviços especializados. Na maior parte das vezes, de acordo com a performance que obtiverem.

Fundos de investimento são fiscalizados e regulados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). E é perfeitamente legal e regulamentado se fazer empréstimo em FIDC

Definição de FIDCs

Os FIDCs são fundos de investimento onde a sua política para investir prevê a venda e a compra de direitos creditórios, que são o direito de receber dinheiro ou o que for equivalente a ele, vindos de operações financeiras, comerciais, de ativos financeiros, imobiliárias ou investimentos.

Em resumo, o FIDC é aquele que empresta dinheiro para as empresas honrarem seus compromissos no curto prazo. Ele fornece capital de giro, em troca de pagamento de juros por esse empréstimo. Os direitos creditórios são utilizados como garantia.

Vários FIDCs no Brasil são dedicados à venda e à compra de recebíveis mercantis. Eles são especializados em antecipar os recebíveis comerciais de organizações que necessitam de recursos o mais rápido possível.

Tipos de FIDCs

Há uma subdivisão geral entre os FIDCs: os padronizados e os não padronizados (FIDC-NP). A diferença entre eles é o tipo de direito creditório que cada um pode investir.

Padronizado

Um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios padronizado aplica seu capital em direitos creditórios que não apresentem um risco elevado, com garantias incertas, e tem um perfil mais conservador e de menor risco, comprando títulos como:

  • Recebíveis comerciais e financeiros
  • Duplicatas
  • Cheques e Notas promissórias
  • Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI)
  • Cédula de Crédito Imobiliário (CCI)
  • Contratos de empréstimos e prestação de serviços e demais títulos de crédito.

Um exemplo é o FIDC Multiplike.

Não Padronizado

Já um FIDC-NP (Não Padronizado) investe em todos os títulos do padronizado e alguns mais, de maior risco, como:

  • Precatórios
  • Valores em recuperação judicial
  • Dívidas vencidas e com inadimplência
  • Valores em litígio judicial
  • Valor de existência futura ou incerta
  • Derivativos de crédito e outros tipos de direitos creditórios não convencionais.

Um exemplo é o FIDC Ipanema.

Quem pode investir em FIDCs?

O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios não é um fundo muito difícil de compreender, mas é muito complexo. Principalmente no que se refere ao seu funcionamento, pois se baseia em empréstimos com garantias e contém em sí mais riscos e diferentes regras quanto às quantias investidas.

Por causa da união desses fatores, o FIDC é limitado para investidores mais qualificados. São eles:

  • Investidores que são classificados como profissionais;
  • Investidores que possuem certificação da CVM para consultores de valores mobiliários, registro de agentes autônomos, administrados ou analistas de carteira;
  • Clubes de investimento cuja gestão seja feita por investidores qualificados; e
  • Pessoa Jurídica ou Física que possua investimentos comprovados por termo assinado com valor superior a R$ 1 milhão.

O FIDC tem uma estrutura muito simples, mas bem particular e diferente dos outros Fundos de Investimentos. São 5 os agentes que fazem parte do processo:

1. Cedente: empresa titular de todos os Direitos Creditórios;

2. Estruturadores: instituição responsável por gerir o andamento do processo do FIDC;

3. Custodiante: instituição financeira que administra os valores a serem recebidos e que é a responsável pela custódia do FIDC;

4. Administrador: responsável direto pelo fundo;

5. Cotistas: são os investidores.

Diferenças entre o FIDC e os demais investimentos

Em se tratando de questões técnicas, a diferença principal entre os outros tipos de financiadores e o FIDC é a sua estruturação jurídica.

Como é um fundo de investimento, a origem dos recursos que irão financiar o crédito, ou funding, pode ser através de vários participantes do mercado de capitais, como Pessoas Físicas que possuem patrimônio elevado, gestores de recursos de terceiros e investidores institucionais.

É importante apontar ainda que as operações de antecipação de crédito com FIDCs são isentas do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro (IOF). Isso por causa da estrutura de formalização de suas operações, tornando-os uma fonte de financiamento que possui taxas competitivas, o que deixa ainda mais atraente de se fazer um empréstimo em FIDC

Continue lendo este texto para entender um pouco mais sobre os fundos FIDC e como funcionam os empréstimos realizados com ele. Quer saber mais sobre esse e outros temas? Acesse o nosso site e conheça também nossos produtos e serviços.

Como o empréstimo em FIDC funciona na prática?

Para empresa

Estágios para se operar com o FIDC, do ponto de vista empresarial, são bastante parecidos com os de outros financiadores. Inicialmente, pede alguns dados básicos para realizar a análise do cadastro e verificar se a organização é elegível para realizar a abertura de um limite de crédito.

Nesse momento, a empresa realiza seu cadastro e tem seu limite inicial aprovado para que possa começar a operar. Em média, esse procedimento tem o prazo de retorno de 3 a 10 dias, conforme os requisitos cadastrais que forem solicitados.

Passado esse prazo, assim que a organização necessitar de um crédito, basta que ela apresente seus recebíveis ao FIDC. O fundo realiza a avaliação dos títulos no mesmo dia e, se tudo estiver correto, o recurso é liberado e cai na conta da empresa em menos de 24 horas. Então de certa forma a modalidade que ficou famosa, como empréstimo em FIDC, pode ser vista também, como antecipação de recebíveis.

Para pessoa Física

Podem investir diretamente em FIDCs investidores qualificados e profissionais. Os demais podem acessá-lo por meio de fundos de renda fixa e multimercados que tenham FIDCs na carteira. Esses fundos podem, por regulação, investir até 25% do patrimônio do fundo em FIDCs. Por ser uma operação com garantias legais, não se vê por aí pessoa física conseguindo empréstimo em FIDC. As empresas que atendem pessoa física com garantia para empréstimos tem outro tipo de nomenclatura.

Vantagens e desvantagens do FIDC

Esta modalidade de fundo tem alguns pontos positivos. Entre eles estão:

  • Ausência de pagamento de IOF: em média, o IOF sobre o desconto de recebíveis costuma variar entre 0,44% e 0,75% do total do valor da operação no caso de descontos com o prazo de 15 e 90 dias, respectivamente. Como as operações de antecipação de recursos com FIDCs são isentas de taxas, se tornam mais competitivas;
  • O FIDC oferece uma boa rentabilidade;
  • Diversificação das fontes de financiamento: o aumento do número de financiadores do relacionamento possibilita mais flexibilidade e segurança para o crescimento de uma organização. Isso porque reduz a possibilidade de riscos com um refinanciamento em uma perspectiva de retração de linhas de crédito;
  • O FIDC permite que a empresa negocie no mercado secundário; e
  • Como são classificados por agências de risco, fica bastante claro aos investidores o seu risco.
  • Investimento fica restrito apenas a profissionais qualificados;

No entanto, existem também algumas desvantagens. São elas:

  • Requisitos para cadastramento: o procedimento de abertura de cadastro em um FIDC é bastante parecido com o de outras instituições financeiras, excetuando-se as factorings, que operam com seus próprios recursos e não são fiscalizadas pela ANBIMA e pela CVM;
  • Ele não é assegurado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC);
  • Política de investimento um pouco mais restrita: como o FIDC é uma forma de investimento pensada para permitir recursos de terceiros, seus níveis de diligência e controle são maiores. Sendo assim, é mais trabalhoso fazer a modificação das políticas de crédito estabelecidas durante a criação do fundo;
  • O valor inicial mínimo inicial para investimento é de R$ 25 mil, o que o torna relativamente alto;
  • Ele possui baixa liquidez, por ser um tipo de investimento bastante restrito.

Riscos do FIDC

O FIDC é um investimento de Renda Fixa, que é considerado muito mais seguro para aqueles que possuem o perfil conservador na hora de investir. No entanto, ele tem alguns riscos que devem ser levados em consideração. Vamos citar alguns deles:

  • Risco de crédito: como o FIDC é um título de Direitos Creditórios, as possibilidades de que os consumidores atrasem o pagamento ou não paguem a dívida existem. Esses riscos fazem com que haja uma diminuição de ganhos com o fundo;
  • Risco de liquidez: o FIDC não é um investimento comum no mercado e é também muito restrito. Por isso, pode acontecer de não haver demanda por suas cotas. Sendo assim, é muito importante monitorar com frequência as negociações de FIDC no mercado;
  • Risco de Mercado: nesse caso, é preciso levar em consideração os fatores que refletem no mercado de forma direta e indireta. Isso causa uma oscilação na rentabilidade e no preço dos ativos do FIDC. Para citar um exemplo, há o aumento ou a queda da inflação.

Como já foi citado anteriormente, o FIDC não é assegurado pelo Fundo Garantidor de Crédito. Por isso, é preciso que o investidor fique atento com a possibilidade de riscos do investimento. Conhecendo-os, é possível realizar a avaliação de que o investimento é ou não ideal para a empresa.

Qual o melhor FIDC para minha empresa?

Hoje, existem no Brasil centenas de FIDCs para realizar a antecipação dos recebíveis. Cada um deles com regras de análise e estratégias específicas. Sendo assim, como conseguir identificar a melhor oportunidade no mercado?

O ideal é se aconselhar com quem entende do assunto, contratando empresas que atuem no ramo de FIDC ou consultores. Assim, os riscos que sua empresa pode sofrer serão menores.

Há FIDCs que tenham preferência por atuar com determinados ramos ou tipos de indústria. A segurança da antecipação de recebíveis é um diferenciador. Se a base de recebíveis é concentrada em um ou dois devedores, quem são eles? O FIDC pode analisar a linha de crédito de acordo não só do quanto a empresa tema a receber, mas também de quem tem que receber. O FIDC tem um comitê de crédito só para isso.

Empréstimo em FIDC, como mencionado, é uma operação simples. O segredo é encontrar o FIDC apropriado para as condições da empresa.

Esperamos que este artigo tenha sido relevante e tenha esclarecido as suas dúvidas sobre FIDC.

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