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Gestão Familiar

A gestão familiar de empresas é um pouco mais complexa do que em uma empresa comum. O principal motivo para isso é que o fator emocional pode ter um peso enorme, fazendo com que a lógica fique um pouco de lado. Quando isso acontece, a empresa pode passar por problemas bem sérios.

Também existe a questão do orgulho, de querer manter o negócio dentro da família e não contar com ajuda externa. Isso pode piorar ainda mais a situação. Afinal, em certos casos é preciso contar com ajuda para fazer a gestão de empresas familiares, especialmente em relação às dívidas, de modo que a mesma não entre em falência.

É isso que este post vai mostrar. Como fazer a gestão de empresas familiares da melhor forma possível, de modo a evitar ao máximo possível os problemas.

Comece com um planejamento eficaz

Em certos pontos, a gestão de empresas familiares não muda muito em relação a qualquer outra.

Por exemplo, o primeiro passo é contar com um planejamento eficaz. Isso é necessário para entender o básico do negócio, como ela irá se posicionar no mercado, como serão feitos os investimentos e qualquer outro detalhe.

Especificamente para uma empresa familiar, é fundamental contar com uma grande clareza. Deixar claro o papel de cada um e garantir que exista um plano de ação que o negócio irá tomar.

Estes dois são as maiores fontes de problemas na gestão de empresas familiares. Se existir um conflito, as emoções tendem a falar mais alto.

Com o planejamento, estes sempre podem ser direcionados e resolvidos mais facilmente. Se existe um problema, fica claro que é o encarregado de resolver, se existir uma discussão de qual ação tomar, o plano é um norte. Por isso, gerenciar os conflitos pessoais é tão importante quanto qualquer aspecto de uma empresa familiar.

Fique atento ao dinheiro

O dinheiro é uma das maiores fontes de conflitos familiares. Imagine se colocar uma empresa no meio? Primeiramente, é preciso garantir que exista uma clareza no momento do lucro. Assim como no tópico anterior, clareza e planejamento são palavras chaves.

Ter informações claras sobre o quanto a empresa e cada membro da família lucra é essencial para evitar as desconfianças e desavenças, que podem ser ainda piores.

Todo gestor sabe que não deve misturar as finanças pessoais com as da empresa. Afinal, isso pode comprometer o planejamento financeiro. Também pode prejudicar a confiança e gerar brigas por tornar o controle ainda mais complexo.

É importante mencionar a questão das dívidas. Este é um momento que é tenso em qualquer empresa, apesar de ser comum e qualquer uma passar por isso. Em uma empresa familiar, as dívidas podem fugir do controle facilmente.

Os gestores podem entrar em uma discussão de como proceder, cada um com a sua opinião. Como é um momento bem delicado, o risco de isso sair do controle e não ser encontrada uma solução eficiente é enorme. Neste caso, o ideal é deixar que um profissional se encarregue do assunto. Existem diversas soluções que podem ser empregadas para controlar as dívidas de uma empresa e contar com uma consultoria garante que sejam escolhidas as melhores.

Não ter uma forma de lidar com as dívidas é arriscado e perder muito tempo brigando e pouco tempo agindo pode levar uma empresa familiar à falência.

Tenha uma estrutura clara e sem privilégios

Como ficou claro, a melhor forma de contornar estes problemas é ter uma estrutura clara. As empresas familiares têm uma cultura de deixar o negócio dentro da família. Não existe nada de inerentemente errado nisso, mas é preciso garantir que o profissional tem a competência para o cargo. Se você tem o objetivo de fazer uma sucessão na empresa, garanta que as futuras gerações têm o estudo necessário para tal.

Uma decisão errada pode ter consequências desastrosas para o negócio, fazendo com que ela possa mergulhar ainda mais nas dívidas. Por isso, parte da gestão de empresas familiares é garantir que os melhores profissionais estão posições ideais.

Isso leva a outro grande problema: a concessão de privilégios. Em uma empresa familiar, é natural que ocorra uma diferenciação no tratamento dos colaboradores que fazem parte da família, seja por meio de um salário incompatível com o mercado ou algum outro benefício.

Evidentemente, isso é uma prática de gestão terrível. Passa a ideia errada aos outros colaboradores, afeta os resultados e a produtividade e ainda impacta os resultados financeiros.

Não misture os relacionamentos

O maior desafio da gestão de empresas familiares é manter os relacionamentos separados. Se o filho é gestor e o pai aposentado, por exemplo, o desejo de um não pode suplantar o de outro por conta do ranking familiar. O mesmo se aplica a mães, irmãos, irmãs, tios e tias e qualquer outro tipo de parentesco.

Como dito acima, é preciso respeitar a hierarquia da empresa, mantendo o ambiente profissional separado do familiar.

Passadas de geração para geração, as empresas familiares respondem por 90% dos empreendimentos no Brasil e por 65% do Produto Interno Bruto (PIB) Nacional, de acordo com dados divulgados em 2018 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O diferencial desse tipo de organização está na presença de seu fundador e no fato de o capital predominante pertencer a uma ou mais famílias, que detêm a administração e o controle dos negócios.

O vínculo familiar em um contexto corporativo apresenta diferenciais, como o cultivo de laços de confiança e a agilidade nas tomadas de decisões, mas também impõe alguns desafios bem particulares para a gestão.

Conflitos em empresas de Gestão Familiar

Os conflitos em empresas familiares fazem parte do negócio. Afinal, as desavenças e discordâncias acontecem em qualquer ambiente corporativo. Porém, quando se mistura uma forte relação pessoal e um grande componente emocional, os conflitos tendem a ser potencializados.

Agora vamos ajudar você a entender como gerenciar os conflitos das empresas familiares.

Quais são os diferenciais da empresa familiar?

Por conta das suas características, as empresas familiares apresentam alguns diferenciais marcantes. Por exemplo, normalmente, elas têm um ambiente um pouco mais informal, mais próximo e mais rápido na tomada de decisão.

Como é comum que a empresa esteja na família a gerações e que ela seja o fruto do sonho de um dos antepassados, significa que todos os membros estão muito mais comprometidos com o seu desempenho. Evidentemente, isso é muito positivo, mas também é uma forma de surgirem os conflitos.

Como os conflitos em empresas familiares são diferentes?

Esta paixão maior por parte dos membros da empresa pode levar ao surgimento de conflitos. Por outro lado, existe uma dificuldade muito grande em diferenciar o profissional do pessoal, o que torna os conflitos existentes muito mais graves.

Também é possível que a empresa tenha um DNA mais patriarcal, o que também não é positivo. Isso pode levar a concentração de poder, autoritarismo e enorme dificuldade em inovar.

Portanto, se estiver passando por conflitos em empresas familiares, é preciso ficar muito atento para que eles não a coloquem em risco. Então, conheça o nosso serviço de recuperação em empresas em falência e garanta a sobrevivência do seu negócio.

Como gerir conflitos em empresas familiares?

É preciso entender como resolver os conflitos em empresas familiares. Uma boa dica é sempre olhar para a própria empresa. Observe como é a hierarquia de decisão do negócio, qual é a missão, a visão e os valores, e seus objetivos. Geralmente, estas informações têm a resposta de como a empresa pode se comportar.

Portanto, o primeiro passo é encontrar o ponto em comum. Um exemplo bem básico é o financeiro. Se a empresa tem o objetivo de lucrar, como é o caso de qualquer empresa capitalista, o caminho que chega a este objetivo é o mais interessante.

A importância da comunicação

m qualquer ambiente profissional, a comunicação é chave. Na resolução de conflitos em empresas familiares, é preciso ter uma comunicação eficiente e clara, de modo a discutir racionalmente como resolver o problema.

Isso é sempre fácil? Não. Mas não estar disposto a ouvir e encontrar as melhores formas de resolver os problemas é, na verdade, uma forma de cavar a empresa cada vez mais fundo.

Sucessão e centralização

Pesquisador e autor de livros sobre o tema, Djalma Oliveira , em seu livro: “Empresa Familiar: Como Fortalecer O Empreendimento E Otimizar O Processo Sucessório” aponta que cerca de 40% das empresas familiares não ultrapassam o primeiro ano de existência, 60% fecham as portas até o fim do segundo ano e quase 90% encerram as atividades até o décimo ano.

Na maior parte dos casos (70%), a morte do fundador é decisiva para a empresa não conseguir sobreviver, seja por centralização excessiva das decisões ou por dificuldades no processo sucessório.

A sucessão é um entrave para muitos negócios familiares em busca de consolidação, já que seu êxito depende de fatores como a capacitação dos herdeiros, a escolha do momento oportuno, o estabelecimento de estratégias e diretrizes para transição.

Outro aspecto que contribui para um desenlace positivo e com poucos conflitos é a construção de uma gestão participativa, com envolvimento de toda a equipe, compartilhamento de informações e delegação de tarefas.

O processo sucessório em empresas familiares é decisivo para determinar o futuro da organização. É um momento único, que acontece uma vez a cada geração, em que a mais antiga precisa ceder o controle para a mais nova.

Porém, muitos gestores têm uma grande dificuldade em fazer esta passagem. Imagine perder o controle daquilo que você trabalhou a vida inteira para conquistar. Mesmo que seja um familiar, até um filho, isso não é fácil.

O mindset ideal para o processo sucessório em empresas familiares

O primeiro passo para fazer o processo sucessório em empresas familiares é garantir que todos os envolvidos estão no mindset correto para isso.

Em primeiro lugar, o herdeiro. Ainda é comum que os herdeiros tomem a frente do negócio da família, simplesmente porque esta é a “norma”. Porém, não é sempre que a próxima geração compartilha do entusiasmo para gerir ou mesmo para o ramo no qual a empresa trabalha.

Todo empreendedor ou dono de empresa sabe que isso é um processo extremamente trabalhoso, cansativo e que demanda bastante tempo. Portanto, o ideal é garantir que a próxima geração compartilhe da mesma paixão e tem interesse em gerir a empresa. Caso contrário, a chance de sucesso da mesma tende a ser menor.

Por outro lado, a gestão anterior também tem a sua parte em facilitar o processo sucessório em empresas familiares. Ele precisa estar pronto para abrir mão do controle da empresa. Não é necessário que ele se afaste totalmente, podendo até mesmo assumir uma função de consultor. Mas é preciso que todos entendam que é a nova gestão que toma as decisões.

Se o fundador ou a gestão anterior continuar mandando, mesmo após o processo sucessório, isso passa uma péssima mensagem. Os colaboradores e o próprio novo gestor perdem confiança na sua autoridade e a empresa acaba se vendo sem uma liderança clara.

Por isso, é essencial que ambos tenham o mindset para o processo sucessório em empresas familiares.

Elaborando um plano sucessório

Outro grande desafio é manter o crescimento da empresa e da família em um ritmo que faça sentido. Por exemplo, imagine que dois irmãos fundaram um negócio e cada um tem dois filhos. Na segunda geração, são quatro pessoas brigando pela liderança da empresa. Na próxima geração, podem ser oito se cada um também tiver dois filhos, e por aí vai.Ou seja, passa a ser impossível que o negócio mantenha todos, especialmente em uma posição de igualdade. É preciso, então, ter um plano para garantir a transferência de conhecimento, experiência, liderança e autoridade.

Transferindo conhecimento desde cedo

Por isso, o processo sucessório em empresas familiares começa muito antes do que se imagina. É preciso ter uma forma de transferir o conhecimento de cima para baixo. Os diretores da geração anterior podem ensinar sobre a própria empresa, além de como funciona o mercado. Ou seja, o futuro gestor é preparado desde cedo para esta função.

Porém, o mercado à sua volta sempre evolui. A processão sucessória é uma oportunidade para trazer novos conhecimentos para a empresa. Portanto, enquanto o novo gestor conhece o negócio, ele também pode fazer uma faculdade ou um MBA para complementar seus conhecimentos teóricos e trazer algumas novidades para a empresa.

A capacitação para um gestor em uma empresa, especialmente no mercado moderno, é bem longa. É impossível fazer isso em alguns meses, o que significa que é preciso se preparar desde cedo.

Entendendo para onde a empresa vai

Por isso, além de qualificar e preparar a futura geração, o processo sucessório também deve garantir que o futuro da própria empresa é bem claro. Qual é o seu rumo? Onde ela quer chegar? Qual é seu objetivo no longo prazo?

Apenas assim a empresa pode moldar a geração seguinte da forma que mais faz sentido. Por exemplo, se a empresa busca se modernizar ou mudar de foco, é preciso que o gestor esteja preparado para isso.

Quais são as competências do futuro gestor?

O futuro gestor precisa ter as competências genéricas de qualquer gestor. Isso significa uma visão do cargo e da empresa, além do conhecimento de como é a atuação de um gestor no dia a dia.Porém, a maior dificuldade no processo sucessório de empresas familiares é na cultura do negócio. É preciso tomar um certo cuidado para não haver uma mudança muito grande na cultura da empresa, instalada pela geração anterior. Se houver, é preciso que ela não entre em conflito com a missão, visão e valores da empresa, pois isso significaria ir contra o que ela representa para o mundo.

Enfim, a gestão familiar de empresas é um universo interessantíssimo que engloba todas as características de um desafio entre humanidade, profissionalismo e continuidade.

Se precisar a Fórmula de Gestão pode ajudar com isto tudo.

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