endividamento bancário

Endividamento bancário: como as empresas podem buscar o alongamento?

O endividamento bancário nem sempre é algo negativo. A captação de recursos junto aos bancos pode servir para aumentar o capital de giro da empresa e o seu fluxo de caixa ou até para financiar o seu crescimento. Essas dívidas se tornam um problema quando elas são feitas para pagar despesas e a organização tem a sua capacidade de pagamento das parcelas afetada em razão da diminuição dos lucros. Saiba como as empresas podem buscar o alongamento da dívida para reorganizar as suas contas.

Em tempos de crise, muitas empresas recorrem aos bancos para captar os recursos necessários para: aumentar o seu fluxo de caixa; ter mais capital de giro; investir em tecnologia e bens de capital para aumentar a lucratividade a fim de reduzir custos e ampliar a receita; etc. As dívidas são sadias em casos de uso dos recursos para impulsionar o crescimento e o desenvolvimento da empresa. No entanto, quando há falta de planejamento financeiro, a contração de dívidas bancárias pode se tornar uma bola de neve. No momento em que a empresa se endivida para pagar despesas já é hora de acender uma luz de alerta!

O endividamento bancário excessivo prejudica o andamento dos negócios podendo resultar em inadimplência, e, no limite, execução judicial e penhora de bens, garantias ou dinheiro. E quando esse endividamento passa a impedir o crescimento da empresa, os riscos de ter que fechar as portas se tornam altíssimos. Por isso, é fundamental que os tomadores de decisão se mantenham vigilantes e monitorem constantemente o Índice de Endividamento das organizações.

Como se chega ao Índice de Endividamento de uma empresa?

O Índice de Endividamento é uma ferramenta usada para descobrir se os recursos financeiros obtidos pelas empresas são destinados para cobrir despesas ou fazer investimentos. Ele leva em conta dois indicadores principais: o Índice de Endividamento Geral e a Composição do Endividamento.

O cálculo do Índice de Endividamento Geral é baseado no balanço da empresa, o qual se divide em ativos:

  • os bens
  • créditos
  • e direitos

que compõem o patrimônio da organização e os passivos:

  • deveres e obrigações da empresa com parceiros como bancos e governos) de curto e longo prazo. 

A conta para chegar a esse índice é assim: pega o total de capital de terceiros (ativos e passivos de curto e longo prazo), divide-se pelo total de ativos que a organização tem e, por último, encontra-se o valor percentual para multiplicar por 100. Quanto menor esse índice é melhor para a empresa.

Já a Composição do Endividamento é capaz de identificar os tipos de dívidas que as empresas possuem, mostra se elas são de curto ou de longo prazo. O cálculo é assim: divide-se o resultado da equação passivo de curto prazo pela soma do passivo de curto prazo mais o passivo de longo prazo. E para chegar ao percentual, multiplica isso por 100. Quanto menor o percentual de Composição do Endividamento é melhor. Isso mostra que a empresa tem mais tempo para quitar as dívidas.

A chave para não chegar a índices preocupantes de endividamento é crucial prestar atenção no planejamento estratégico, financeiro e orçamento da empresa!

Alongamento do endividamento bancário deve fazer parte da estratégias de empresas em dificuldades financeiras

As empresas que atingem um alto grau de endividamento bancário e que estão no vermelho devem tomar uma série de ações importantes para reverter esse cenário. O primeiro passo é fazer um diagnóstico completo e preciso que demonstre quais foram as razões para que a empresa chegasse a esse ponto. E para isso, é essencial que seja contratada uma consultoria externa que tenha toda a expertise, experiência e distanciamento necessários para realizar essa tarefa.

É imprescindível fazer um estudo minucioso para saber onde cortar gastos, como é possível aumentar a eficiência, diminuir gargalos, etc. Além disso, as empresas devem renegociar e alongar suas dívidas. Cabe ressaltar que quem irá cumprir essa missão de buscar um prazo mais amigável para pagamento das dívidas deve ser um profissional muito preparado para tal tarefa.

O alongamento das dívidas é necessário quando as parcelas já estão afetando o fluxo de caixa da empresa e elas passam a impedir o seu crescimento. Geralmente, as dívidas de longo prazo (de cinco a dez anos) oferecem taxas melhores e a renegociação dá um “respiro” para o negócio. Preste atenção também nas taxas de juros!

O negociador especializado

Agora vamos falar um pouco sobre o indivíduo responsável por fazer essa negociação para alongar a dívida com os bancos. Essa pessoa deve ser experiente e capacidade para isso porque ela precisa conhecer todos os trâmites legais, estar ciente dos prazos e consequências em caso de não cumprimento de acordos, além de entender a realidade da empresa. Há ainda a questão emocional, o indivíduo que não é experiente e tem a frieza necessária pode se deixar levar pelo emocional e cair em pressões por parte dos bancos. Pois, eles sempre mencionam possibilidades de ações judiciais, processos de penhoras, hipotecas, etc.

Empresas que enfrentam problemas de endividamento devem ser transparentes com as instituições bancárias para alongar as suas dívidas. Eles precisam saber qual é a situação real da empresa. Tornar dívidas de curto prazo em dívidas de longo prazo beneficia diretamente o caixa da empresa. Quando essa negociação é feita por especialistas, as taxas de juros podem ser revistas e ajustadas ao que é praticado no mercado.

A partir do alongamento da dívida as empresas ainda conseguem parcelas menores em relação ao que era pago antes da renegociação. Há ainda a questão do custo financeiro que fica menor e o fato de que a empresa terá os seus recebíveis (cartões, duplicatas e cheques) caso ela tenha que fazer operações de créditos com outras instituições financeiras. Assim, a empresa ganha liquidez.

Para solucionar o problema do endividamento bancário e obter todas as vantagens que o alongamento de dívidas oferece é fundamental a contratação de uma consultoria que faça toda essa interação com os bancos e com a expertise na realização de diagnóstico nos negócios. Esse olhar externo apresenta o distanciamento que é preciso para tomar as medidas necessárias que podem ser amargas mas que dão a eficiência que a organização demanda para voltar a crescer.

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